Cadeira Abdutora - Certo & Errado

Faz algum tempo que quero falar sobre a cadeira abdutora, pois vejo MUITA gente fazendo errado. O que acontece é que inventaram algumas novas "funções" para essa cadeira, porém sempre existe o que vale a pena ser feito, o que não vale e ainda as pessoas para quem determinados exercícios são indicados ou não.

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Assista o vídeo abaixo.

No primeiro movimento do vídeo, a aluna faz uma abdução comum, trabalhando os músculos abdutores do quadril (glúteos médio e tensor da fáscia lata).

No segundo exercício a aluna faz exatamente o mesmo movimento, mas com o tronco inclinado à frente (falaremos mais sobre essa variação), porém com um erro: o quadril está afastado do encosto do banco, o que faz os pontos de apoio, que são os estofados laterais desloquem-se para quase a metade das coxas, diminuindo a alavanca e facilitando bastante o exercício. Ou seja, a variação do exercício que teoricamente deveria exigir mais dos músculos, é quase ou totalmente ineficiente.

No terceiro exercício, esse mesmo movimento descrito acima é feito de forma correta, sem o afastamento do quadril do encosto do banco, preservando as alavancas (coxas) que continuam no mesmo comprimento da abdução "normal", mantendo o objetivo de dificultar o exercício.

Porém se analisarmos um pouco melhor, podemos nos perguntar: muda muita coisa inclinar o tronco à frente durante a execução da abdução na cadeira? Muito pouco. Acredito não haver exames eletromiográficos (testes para saber a intensidade das contrações musculares), o que restringe a análise do movimento apenas à biomecânica do exercício. Senso assim é possível dizer que a inclinação do tronco à frente, aumenta o estiramento das fibras musculares dos glúteos máximos e muito pouco do glúteo médio (este último, responsável pelo movimento de abdução). Então podemos concluir que:

  1. Se a aluna tem baixa estatura, não vale a pena fazer essa variação pela inevitável diminuição da alavanca, anulando o possível aumento da dificuldade.

  2. Caso o treino seja para iniciantes, não indico fazer variações desse tipo, pois além de não haver necessidade do aumento de dificuldade, a aluna pode não ter coordenação motora para realizá-lo corretamente.

  3. Mesmo que a aluna tenha a estatura correta para realizar o exercício com tronco inclinado, as máquinas não são projetadas para essa variação, então deve-se analisar a segurança para a aluna ao realizar o movimento.

  4. Existem alguns outros erros como: usar os pés como apoio para fazer força ao realizar a abdução, movimento de flexão da coluna no momento incial do exercício e rotações das articulações do quadril. Sabendo-se disso, deve ser avaliado o custo benefício de usar ou não esta variação.

  5. Caso não exista nenhuma observação com relação ao movimento e estatura da aluna, acredito ser válido usar esta variação apenas como complemento do treino de abdutores e glúteos.

Caso tenha alguma pergunta ou dúvida, pode deixar seu comentário!

Bom treino,

Mariana.

Bride Fit

Bride Fit, São Paulo SP, Brasil

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